Economista, engenheiro, professor e empresário brasileiro. Um dos mais destacados seguidores do monetarismo no Brasil, foi ministro da Fazenda e do Planejamento. Iniciou sua carreira de professor no Instituto de Matemática Pura e Aplicada e na Escola Nacional de Engenharia. Mais tarde, passou a ministrar aulas no curso de aperfeiçoamento de economistas da Fundação Getulio Vargas. Em 1960 fundou, com Roberto Campos e Octávio Gouvêa de Bulhões, a Sociedade Civil de Planejamento e Consultorias Técnicas (Consultec). Mais tarde fundou uma companhia de financiamento e investimento que se tornaria o Banco Bozzano-Simonsen. Paralelamente, passou a dirigir os cursos de pós-graduação da Fundação Getulio Vargas. Ingressou no serviço público como o primeiro presidente do Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), de 1969 a 1974, assumindo em seguida a pasta da Fazenda do governo Geisel (1974-1979). Em março de 1979, tornou-se ministro do Planejamento do governo Figueiredo, permanecendo no cargo apenas cinco meses. Passou então a integrar o conselho consultivo de várias empresas, entre elas a Mercedes-Benz e a Citicorp, holding do Citibank — um dos maiores bancos norte-americanos. Foi eleito Economista do Ano em 1970 e 1995. Escreveu: Introdução à Programação Linear, Brasil 2001, Brasil 2002. Nesses livros e em seus artigos em jornais, defende, como condição para o desenvolvimento brasileiro, o fortalecimento da poupança, a reformulação do ensino para adequar-se ao mercado de trabalho, o controle populacional e a expansão das exportações. Veja também Monetarismo.